Manutenção em Sintra

Depois de no fim de semana passado termos constatado que há quinze dias um grupo de dinossauros foi fazer a festa para os trilhos de Sintra, resolvemos que lá teríamos de ir dar um jeito. Não se conseguiam descer 2 minutos seguidos sem desmontar para passar pela destruição.

Já muita coisa foi feita desde então. Quando lá estivemos a pedalar chegamo-nos a cruzar com beneméritos de motoserra no kamikas 4, e ainda demos uma curta ajuda. Apesar de tudo, muita coisa havia, e ainda há para fazer. Assim, neste sábado resolvemos deixar as bikes em casa e levar as enchadas e pás à Serra.

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A primeira nota é de espanto. É incrível como quinze dias depois da tormenta, ainda há vários estradões obstruídos. São caminhos que deviam ser mantidos pelo Parque Natural, que tem os seus meios, pagos por todos, e que são essenciais estarem abertos para qualquer situação de emergência. Para chegar onde queríamos, ainda tivemos de desobstruir um estradão destes em dois pontos distintos.

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Acabámos por arrancar a nossa empreitada no fim dos trilhos que partem do monge e que vão até ao início da fonte. Subimos por um e descemos por outro. Fizemos algumas desobstruções, e limpezas, mas verdade seja dita, grande parte já tinha tido mão de obra. Assim, concentrámos os nosso esforços em 2 pontos: duas árvores caídas, que impossibilitavam a passagem a pedal.

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Como só tinhamos ferramentas manuais, não houve a hipótese de simplesmente as retirar. Assim, optámos pelo plano B, que foi transforma-las em saltos. Muita cavadela, pázada e serralharia depois, penso que devolvemos o flow a ambos os spots🙂

Tentámos não deixar a coisa demasiado radical para quem não queira, não saiba ou não lhe apeteça saltar. Agora também é possível, simplesmente “passar” o obstáculo.

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Para a próxima levamos é motoserra e martelos e pregos. É que quando nos atiramos a isto, é fácil disparamos logo para grandes projectos para os trilhos. Desta vez fez-se o possível. Ficamos à espera de feedback.

Fomos cinco: Eu, Cabrita, Sequeira, Sargento e -jv, que emprestou as ferramentas. Um grande obrigado a todos e também a quem fez o trabalho que já encontrámos feito.

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3 Comments Add yours

  1. jv- diz:

    “duas àrvores caídas, que impossibilitavam a passagem a pedal.”

    Já ouvi outras versões dessa história : D

  2. Boa malta! Talvez para a semana já dê para passar nesses novos saltos que prometem! Bom trabalho🙂

  3. Rui Malhó diz:

    Boas. Gostei de ver e ler; esta parece-me ser uma atitude correcta na preservação, o ter em atenção os demais. Só não concordo com uma coisa. O parque não tem meios suficientes para tão depressa reparar os danos e até muito tem feito tendo em conta não apenas as árvores que cairam mas também aquelas que, não tendo caído podem ser um perigo para a circulação. Nesse aspecto nós estamos “melhor”🙂 fazemos um salto, um tunel, uma variante, etc, etc. Um abraço e continuação de bom trabalho e muito divertimento.
    Rui

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