Avalanche 2012

Mais um ano de Avalanche na Lousã. Parece um milagre que, ao fim de tantos anos e com o declínio dos apoios a iniciativas por todo o nosso país, este evento ainda se mantenha de pé com a força e a participação que tem. De facto, não é um milagre, é uma constatação da realidade. É nestas alturas de desculpas, que nada melhor do que assumir que existe algo que promove e anima as terras e as pessoas. Este é um desses exemplos.


Devo ir desde 2004 ininterruptamente a esta prova, a única em que faço questão de participar, não só pelo formato, como pela geografia e relativa proximidade a Lisboa. E se, de facto, no início o resultado nunca era o mais importante, agora pareço ficar mais preocupado com esse assunto. Neste género de prova  mass start  a ordem de partida é determinante para uma melhor prestação, e essa começa com a data de inscrição ou com um top 50/40 na edição anterior (fora special guests)…

Mas estou para aqui a falar da prova armado em editor de uma publicação da especialidade, quando o que interessa é mesmo o convívio . E esse é mesmo o grande vencedor desta vez (tirando o tipo de skin suit que ganhou aquilo… UCI !? anyone!?).


Rewinddd…. Começou tarde, o sábado da partida para a Lousã: algumas incompatibilidades com a Thule, mas resolvidas, e a estreia do jipe do Fonseca acontecia. Devemos ter chegado ao topo para a primeira descida, na zona das pistas do Terreiro das Bruxas, já eram 17h. Mas havia mais duas estreias … nada mais nada menos que uma V10 carbon! Depois de todos lhe tocarmos (exepto o Luis-aka-papa-nabiças-que-andou-perdido-à-procura-não-sei-de-quê), andámos pelos trilhos dessa zona, deixando para o lusco-fusco a última descida do dia ( Trevim, a descida da prova).
Ah! … A terceira estreia foi a do Sargento por estes lados…

Rumámos a Góis para pernoitar e tomar banho, com a expectativa de encontrar um restaurante aberto para a ceia. Descobrimos melhor… era dia de festa na única rua que parecia ter vida num raio de 20 km. A associação recreativa da zona  estava a fazer um arraial com bifanas, caldo verde, regado com sangria e musica pimba. Mouche!


Domingo foi madrugar antes dos galos e esticar as costas doridas (nalguns casos) do chão. Enrolar os sacos cama e seguir para a Lousã de novo.
Mais descidas e treinos assorted (já com o Luis-aka-papa-nabiças-que-andou-perdido-à-procura-não-sei-de-quê) , e prepararmo-nos para a grande largada às 14h, sensivelmente.

Na partida, acho que ficámos todos separados, com o Fonseca na ponta da lança na segunda fila de largada. Ouviu-se um baaaaaaaaahhhppppp e era hora de pedalar. Pó, muito pó, como sempre , e a visibilidade de uma toupeira. Quedas, houve bastantes. O Manuel M. destruiu uma cotoveleira com convicção, e o Sargento desceu com cautelas… o caso não era para menos e, desta vez, nem a frente escapou às embrulhadas. Eu mantive-me intacto a descida toda, chegando ao fim sem mazelas e na posição mais ou menos em que parti , 72ª. O Fonseca foi o melhor classificado dos AME, ficando no 37º lugar, seguido pelo Cabrita, no 44º. Havia mais AME’s por entre esses 500 fora, mas estes foram os 3 melhores resultados… para o ano há mais… espero!

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