VI Maratona MK Mákinas Tábua 2012

O dia começou cedo, pelas 3 da manhã já estavamos a pé. Fui buscar o Jorge e o Rui, e fomos apanhar um transporte colectivo para a maratona no Lumiar. Partimos ás 4, ainda bem de noite e lá se foram fazendo, devagarinho, os 250km que separam Lisboa de Tábua. Entre gajos com sinos gigantes, megafones e o chocalho a sete não deu para pregar olho durante a viagem, estava tudo com o dito aos saltos.

Chegados a Tábua, estava na altura de levantar dos dorsais, meter as bicicletas a apanhar Sol, e ir tomar o pequeno almoço..

Depois de todos esses preparativos chegou a hora de irmos para a caixa dos valentes que estavam dispostos a cumprir os 70 kilometros, valentes esses que estavam em inferioridade numérica comparados com os dos 40 KMs, e à nossa volta, pouco mais que licra de via…

A prova arranca e lá vamos nós prego a fundo, provavelmente a uma média superior a 25km/h, sempre a dar tudo, sempre a fundo. Talvez não tenha sido a melhor das tácticas pois foi um esforço que pagamos bem caro mais tarde. Chegamos ao primeiro posto de abastecimento muito bem classificados, isto aos 20 km, e com vontade de continuar a manter o bom ritmo.

À saída deste P.A. começava o primeiro Single-Track a sério, Vale Esmeralda, para onde me mandei previamente com vista a encontrar um bom sítio para sacar umas fotos… e assim foi:

Lá passaram eles, e guardei o telemóvel e segui. Sabia lá eu do calvário que me esperava, comecei a “passar mal”. Fiquei completamente sem forças, com algum sono, sem capacidade de manter algum ritmo que fosse, arrastando-me pelo single, ora a subir, ora em plano. Foram os momentos mais duros da prova para mim, durante uns 5 kilometros pensei que ia desmaiar, que tinha de desistir, que todo o sonho de concretizar este objectivo teria de ficar para outra altura. À saída do single ainda os vislumbrei no topo de uma subida, que me deu ânimo, mas porta-te, acompanhar era mentira. Com o passar dos kilometros lá me passou, a força voltou, comecei a ganhar ritmo, cada vez mais e mais, mas durante uma hora não apenas ultrapassei dois concorrentes, sempre a perguntar aos locais se tinha passado um rapaz com bike de estrada à pouco tempo, e um outro todo de preto com óculos da night.. as respostas geralmente eram de que o gajo da bike de estrada estaria a cerca de 5 minutos de mim, algo que me fazia carregar ainda mais nos pedais para recuperar o tempo perdido. Andei andei andei…. lá se passou uma hora e tal sempre sózinho até que encontro o Rui a…. imagine-se… passar mal. Mas a dois, e comigo em franca ascensão física a coisa lá melhorou, piquei o gajo, e lá nos fomos revensando a puxar na esperança e apanhar Jorge. Tentavamos não perder muito tempo nas subidas para depois ganhar muito terreno nas descidas mais inóspitas. Por fim lá chegamos ao Posto de Abastecimento dos 40 kilometros onde estava Jorge à nossa espera à… 16 minutos ! A partir daí decidimos andar juntos, pois nunca se sabe quem iria quebrar, tinhamos de puxar uns pelos outros… Já com cerca de 3 horas de andamento, com as costas bem doridas, e as pernas derretidas, estavamos a pouco mais de meio, mas tinha de ser, hora de carregar. Lá andamos e andamos, passando por singles e mais singles:

Demoramos pouco mais que 6 horas e foi uma grande tareia, mas as imagens falam por si.

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